Brachiaria Decumbens cv. Basilisk VC76
( BRAQUIARINHA, DECUMBENS )
Nome científico: Brachiaria decumbens Stapf. Prain.
Cultivar: Basilisk (CIAT 606 - IRI 822 - BRA 001058)
Fertilidade do solo: Média e baixa
Forma de crescimento: Touceira decumbente
Altura: 0,6 a 1,0m
Utilização: Pastejo direto, silagem e fenação
Digestibilidade: Boa
Palatabilidade: Boa
Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais
Tolerância à seca: Boa
Tolerância ao frio: Média
Teor de proteína: 6 a 10% na MS
Profundidade de plantio: 1 a 2 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragens: 8 a 12 t/ha/ano de matéria seca (MS)
Cigarrinha das pastagens: Susceptível
Consorciação: Todas as leguminosas
ORIGEM
A Basilisk é o cultivar de forrageira, do gênero Brachiaria, mais conhecida e um dos mais utilizado em todo o mundo. Este cultivar é originário da semente (CPI 1694) introduzida da Austrália, proveniente do Departamento de Agricultura de Uganda, em 1930. Em 1973 foi liberada comercialmente na Austrália.
Originário do platô dos Grandes Lagos em Uganda foi introduzido no Brasil pelo antigo IPEAN (Instituto de Pesquisa Agropecuária do Norte - atual EMBRAPA)
CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS
A sua difusão deu-se de forma acentuada, devido à boa produção e germinação de suas sementes, a alta produtividade em solos ácidos e de baixa fertilidade, com ótima adaptação a solos de cerrado, alta agressividade na competição com a vegetação nativa, elevada disseminação pela semeadura natural, formação de populações exclusivas, dispensando roçadas freqüentes e elevada persistência. Nas áreas cultivadas é considerada uma invasora de difícil controle.
A decumbens recupera-se rapidamente após o pastejo e a queimada, além de apresentar boa tolerância ao sombreamento.
Mesmo com boa tolerância a solos ácidos, responde bem a adubação e tem alto potencial produtivo em solos férteis. Não tolera solos inundados e é suscetível a cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta e Zulia entreriana). Cresce bem no verão, porém tem sua produção afetada por baixas temperaturas, sofrendo bastante com geadas. A cobertura do solo é rápida, quando se utiliza uma boa densidade de semeadura. Esta característica permite uma boa proteção contra erosões do solo, sendo este material recomendado para áreas de declive acentuado.
UTILIZAÇÃO E MANEJO
Esta espécie pode ser utilizada em pastejo direto pelos animais, servindo-se também para confecção de silagem e fenação. Bovinos em regime de engorda e cria conseguem boa produtividade neste pasto. Não recomendamos para eqüinos, ovinos e caprinos.
Recomendamos que bezerros recém desmamados também não sejam colocados para consumir esta pastagem, pois, dependendo da região poderá apresentar problemas de fotossensibilização, devido à ação do fungo Pythomyces chartarum. Com um manejo adequado, evitando acúmulo de folhas mortas, através do aumento da intensidade de pastejo, podemos evitar ou diminuir a intensidade da doença.
Em bezerros desmamados, devido o estresse do desmame, associado à idade do animal, predispõem o aparecimento da fotossensibilização. Neste caso recomendamos a retirada dos animais da decumbens, colocando-os em áreas sombreadas de outras cultivares e o uso de dessensibilizantes auxilia na recuperação destes animais.
A decumbens como uma espécie susceptível às cigarrinhas não deve ser estabelecida em regiões com histórico deste inseto.
A maior parte de nossas fotos e vídeos são coletados na internet e são apenas usadas como ilustração e meio de informação, contudo, estamos atualizado nossos anúncios com fotos reais das sementes de forma gradual.
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